----------Algumas das minhas pinturas----------

Dado que tenho um blog com parte das fotos dos quadros do projecto ecológico "o espirito das águas", resolvi fazer um outro para mostrar algumas das outras que não fazem desse projecto.Agradeço que não copiem sem assinalar a fonte. Sejam bem vindos!

Segunda-feira, 14 de Junho de 2010

























Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Divagações poéticas da côr

Nas férias deste ano, reencontrei
os donos destes quadros-
este e o anterior- e foi bom
revê-los, a eles e às pinturas.
Por aqui se iniciaram
as minhas "divagações"...
Dad
********
********
POEMA DE ANDRÉ MOA
Entre a fúria do mar e a solidez da rocha
Um arco-íris de sonho desabrocha.

É uma vida – o futuro – a irromper do nada
Numa cabeça jovem toda alvoroçada.

É um coração sentido a divagar
A colorir terra, céu e mar.

Num abraço de cores sobressaltadas
Duendes e tritões soltam gargalhadas.

Devagar, devagar e sempre a divagar
Uma menina prendada pinta céu e mar.

À arte se entrega, à arte se dá
À procura do muito que ainda não há.

Com sensível mestria vai criando beleza
Para bem da humanidade e exaltação da natureza.

André Moa

Recordar é rever...

Esta pintura, "melodia do infinito"
faz este ano 20 anos!!!
Como o tempo passa!!!
MELODIA DO INFINITO


De que cor será o infinito?
Quantos céus a atravessar?
Quantas pontes de granito
Para o sustentar?

De que formas geométricas será feito?
No infinito um hexágono imperfeito
Será uma circunferência por defeito
Ou um favo de mel a visitar?

O infinito sem mim não me diz nada.
Falta-me a distância e a estrada
Para o alcançar.

Eu sou o infinito a cada dia
À procura da eterna melodia
Que só no infinito da alegria
Poderei escutar.

André Moa

Sábado, 19 de Julho de 2008

Miragem - (pintura de Dad)
RASGAM-SE OS CÉUS E A TERRA
DESFALECE O PRANTO EM RIO
SOSSOBRAM LUAS
E AS ÁRVORES
EM PLENA PRIMAVERA FICAM NUAS

EM SOBRESSALTO OS PÁSSAROS
PERDEM O SABER DAS ASAS
O PREGÃO DO BICO
A PROTECÇÃO DAS PENAS

A TERNURA DO AZUL DESFAZ-SE
EM BRASA

AS CASAS TRANSFORMAM-SE EM LÍQUIDAS GRUTAS
ONDE JAZ
O ETERNO OLIMPO DOS PASTORES DE SONHOS
O AMOR E A PAZ

SAUDADES DE AMADOS LÁBIOS
SOBREVOAM AS ÁGUAS
À PROCURA DE CORPOS PRESSENTIDOS
NO FULGOR DAS MARGENS
(André Moa)

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

São as memórias que sustentam
.
São as memórias que sustentam a leveza do ar,
num exercício renovado de mistérios lentos
anunciadores dos sonhos.
.
Vivem em nichos vagabundos,
perto do ruído das ruínas,
longe dos rios que não descansam
no ombro da margem
num tempo para fruir a leveza dos malmequeres
abruptos dos caminhos.
.
Acendem-se noutras memórias
e refazem os aromas antigos,
as cores redundantes
da paisagem que flúi, já ontem.
(Poema de Vieira Calado)
Para maior conhecimento deste poeta e escritor,
deverá clicar
  • CLIQUE AQUI

  • Etiquetas:

    Reinício de colaboração com o poeta André Moa

    CATEDRAL DE PEDRA

    Pi

    Culo
    De
    Catedral
    A pedra ora
    Canta e chora

    Dedos hirtos
    Mãos ressequidas
    Aos céus erguidas
    Roga à nuvem que passa
    Desabafos de água
    Para que lhe nasçam
    Húmidos veios
    Abundantes seios

    É da íntima robustez do fraguedo
    Que a água brota ainda que a medo

    Aparência ressequida
    Embrião de vida
    A pedra constrói
    Nos mais altos montes
    Castelos discretos
    Vetustas catedrais
    Sussurros de fontes
    Lágrimas de sal
    Átomos de quimera
    Prenúncios de Primavera
    (André Moa)
    Para aceder a outros poemas e escritos deste poeta português.
  • CLICAR AQUI
  • Será bem-vindo!

    Etiquetas:

    Sábado, 21 de Junho de 2008

    Sinais de vida e morte

    (Pintura de – DAD)

    SINAIS DE VIDA E MORTE

    Que rio é este que emerge
    Do íntimo da terra
    E se ergue em socalcos de espanto?
    Que rio é este onde o azul
    Lúcido e transparente se incendeia
    Em vermelhos de dor e aflição?
    Que barcos de presságio o atravessam
    Como se fossem ilhas flutuantes
    Pontes em construção
    A ligar para todo o sempre
    O caos e a perfeição?
    Que rio é este manso e promissor
    Que se alimenta de sangue e de suor?
    Que rio é este que me faz
    Escravo
    E me chama de senhor?
    Que rio é este que me dá alento
    Se nele me afundo?
    Que rio é este que nasce e morre em mim
    E é maior que o mundo?

    (Poema de André Moa)

    Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

    Memória de Flor


    MEMÓRIA DE FLOR



    Contemplo e respiro uma flor;
    Vem-me à memória o perfume do amor.
    E logo se avoluma a tentação de aprofundar
    Os meandros da flor
    E do amor.

    Uma flor é uma flor.
    Pedúnculo, cálice e corola
    Sépalas e pétalas
    Androceu e gineceu.

    E o amor?
    O amor é o amor.
    E mais não sei dizer.
    Sei que viver sem amor não é viver.
    Faz lembrar o estertor da morte antes do tempo aprazado.

    Se muito amei muito mais teria amado
    Se a vida me tivesse consentido
    Manifestar todo o amor sentido.

    Segurei o pedúnculo do amor e fiz dele uma bandeira,
    Um arauto para a vida inteira.

    Das sépalas do amor fiz o meu cálice de amargura e de prazer
    Das pétalas coloridas alimento,
    Meu sustento,
    Meu modo de sentir e de viver.

    Androceu
    De estames assanhados
    Vou emitindo ao gineceu
    Os meus recados
    Para não sucumbir neste vale de lágrimas reprimido
    Neste mar encalhado
    À espera do melhor:
    Do amor ainda não vivido.

    Será o amor este perene desejo
    Que transforma uma carícia
    Um beijo
    A mais leve blandícia
    Em fonte de doçura e comunhão?

    Talvez sim… talvez não…

    Será o amor
    Este movimento
    Ora lento
    Ora apressado
    Este bater compassado
    Do berço à sepultura
    Entre o ódio e a ternura
    Deste nosso humano coração?

    Talvez sim… talvez não…



    André Moa

    Sentimentos profundos 1

    Sentimentos profundos 2


    Sentimentos profundos 3

    A Virgem escondida

    Lágrima de nuvem

    Mulheres africanas

    Lembrança de arlequins em busca de colombinas

    Universos frágeis 1

    Explosão de azul com raiva!

    Paisagem em tempo de outono

    (Poema de barcos e flores-Dad)

    " É urgente o amor.
    É urgente um barco no mar.
    .
    É urgente destruir certas palavras,
    ódio, solidão e crueldade,
    alguns lamentos,
    muitas espadas.
    .
    É urgente inventar alegria,
    multiplicar os beijos, as searas,
    é urgente descobrir rosas e rios
    e manhãs claras.
    .
    Cai o silêncio nos ombros e a luz
    impura, até doer.
    É urgente o amor, é urgente
    permanecer. "


    Eugénio de Andrade (1923 - 2005)

    Encontros com anjos e afins
    Ritos de Primavera

    Da passagem

    Movimentos de asas e sóis

    Manchas de mar e cidade...

    Caminho com espinhos

    Dos mistérios da floresta

    Sol de Inverno

    Espaços paralelos

    Solstício

    golpe de asa - deserto (díptico)

    Maternidade

    Partir

    Floresta de Fogo

    1

    2

    3

    4