Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009
Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Divagações poéticas da côr
Um arco-íris de sonho desabrocha.
É uma vida – o futuro – a irromper do nada
Numa cabeça jovem toda alvoroçada.
É um coração sentido a divagar
A colorir terra, céu e mar.
Num abraço de cores sobressaltadas
Duendes e tritões soltam gargalhadas.
Devagar, devagar e sempre a divagar
Uma menina prendada pinta céu e mar.
À arte se entrega, à arte se dá
À procura do muito que ainda não há.
Com sensível mestria vai criando beleza
Para bem da humanidade e exaltação da natureza.
André Moa
Recordar é rever...
De que cor será o infinito?
Quantos céus a atravessar?
Quantas pontes de granito
Para o sustentar?
De que formas geométricas será feito?
No infinito um hexágono imperfeito
Será uma circunferência por defeito
Ou um favo de mel a visitar?
O infinito sem mim não me diz nada.
Falta-me a distância e a estrada
Para o alcançar.
Eu sou o infinito a cada dia
À procura da eterna melodia
Que só no infinito da alegria
Poderei escutar.
André Moa
Sábado, 19 de Julho de 2008
DESFALECE O PRANTO EM RIO
SOSSOBRAM LUAS
E AS ÁRVORES
EM PLENA PRIMAVERA FICAM NUAS
EM SOBRESSALTO OS PÁSSAROS
PERDEM O SABER DAS ASAS
O PREGÃO DO BICO
A PROTECÇÃO DAS PENAS
A TERNURA DO AZUL DESFAZ-SE
EM BRASA
AS CASAS TRANSFORMAM-SE EM LÍQUIDAS GRUTAS
ONDE JAZ
O ETERNO OLIMPO DOS PASTORES DE SONHOS
O AMOR E A PAZ
SAUDADES DE AMADOS LÁBIOS
SOBREVOAM AS ÁGUAS
À PROCURA DE CORPOS PRESSENTIDOS
NO FULGOR DAS MARGENS
(André Moa)
Segunda-feira, 30 de Junho de 2008
.
São as memórias que sustentam a leveza do ar,
num exercício renovado de mistérios lentos
anunciadores dos sonhos.
.
Vivem em nichos vagabundos,
perto do ruído das ruínas,
longe dos rios que não descansam
no ombro da margem
num tempo para fruir a leveza dos malmequeres
abruptos dos caminhos.
.
Acendem-se noutras memórias
e refazem os aromas antigos,
as cores redundantes
da paisagem que flúi, já ontem.
Etiquetas: pintura/poema
Reinício de colaboração com o poeta André Moa
CATEDRAL DE PEDRAPi
Ná
Culo
De
Catedral
A pedra ora
Canta e chora
Dedos hirtos
Mãos ressequidas
Aos céus erguidas
Roga à nuvem que passa
Desabafos de água
Para que lhe nasçam
Húmidos veios
Abundantes seios
É da íntima robustez do fraguedo
Que a água brota ainda que a medo
Aparência ressequida
Embrião de vida
A pedra constrói
Nos mais altos montes
Castelos discretos
Vetustas catedrais
Sussurros de fontes
Lágrimas de sal
Átomos de quimera
Prenúncios de Primavera
(André Moa)
Etiquetas: pintura/poema
Sábado, 21 de Junho de 2008
Sinais de vida e morte
(Pintura de – DAD)
SINAIS DE VIDA E MORTE
Que rio é este que emerge
Do íntimo da terra
E se ergue em socalcos de espanto?
Que rio é este onde o azul
Lúcido e transparente se incendeia
Em vermelhos de dor e aflição?
Que barcos de presságio o atravessam
Como se fossem ilhas flutuantes
Pontes em construção
A ligar para todo o sempre
O caos e a perfeição?
Que rio é este manso e promissor
Que se alimenta de sangue e de suor?
Que rio é este que me faz
Escravo
E me chama de senhor?
Que rio é este que me dá alento
Se nele me afundo?
Que rio é este que nasce e morre em mim
E é maior que o mundo?
(Poema de André Moa)
Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Memória de Flor
Contemplo e respiro uma flor;
Vem-me à memória o perfume do amor.
E logo se avoluma a tentação de aprofundar
Os meandros da flor
E do amor.
Uma flor é uma flor.
Pedúnculo, cálice e corola
Sépalas e pétalas
Androceu e gineceu.
E o amor?
O amor é o amor.
E mais não sei dizer.
Sei que viver sem amor não é viver.
Faz lembrar o estertor da morte antes do tempo aprazado.
Se muito amei muito mais teria amado
Se a vida me tivesse consentido
Manifestar todo o amor sentido.
Segurei o pedúnculo do amor e fiz dele uma bandeira,
Um arauto para a vida inteira.
Das sépalas do amor fiz o meu cálice de amargura e de prazer
Das pétalas coloridas alimento,
Meu sustento,
Meu modo de sentir e de viver.
Androceu
De estames assanhados
Vou emitindo ao gineceu
Os meus recados
Para não sucumbir neste vale de lágrimas reprimido
Neste mar encalhado
À espera do melhor:
Do amor ainda não vivido.
Será o amor este perene desejo
Que transforma uma carícia
Um beijo
A mais leve blandícia
Em fonte de doçura e comunhão?
Talvez sim… talvez não…
Será o amor
Este movimento
Ora lento
Ora apressado
Este bater compassado
Do berço à sepultura
Entre o ódio e a ternura
Deste nosso humano coração?
Talvez sim… talvez não…
André Moa
Paisagem em tempo de outono
(Poema de barcos e flores-Dad)
" É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer. "
Eugénio de Andrade (1923 - 2005)
Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Domingo, 30 de Março de 2008
Etiquetas: pinturas minhas
Domingo, 23 de Março de 2008
Sexta-feira, 7 de Março de 2008
Etiquetas: pinturas minhas
Quinta-feira, 6 de Março de 2008
Homenagem a Amadeo de Sousa Cardozo
1 - Apaixonadas mentes
2 - O enamorado e a Lua
3 - Sonhos verdes, com lagartos e coelhosHomenagem a Amadeo Souza Cardoso
De fragmentos te encontrei,
De memórias deste povo,
Com amor te procurei,
Inventando um mundo novo.
De sonhos feitos à pressa
Com pesadelos medonhos...
Com traços ingénuos ouso
Homenagear-te assim,
Amadeo Souza Cardoso!
Dad
Etiquetas: alguns dos quadros que pintei
Sábado, 5 de Janeiro de 2008
Terça-feira, 13 de Novembro de 2007
Etiquetas: vindo do antigamente


































































































































